domingo, setembro 30, 2012

Adeus você.

Por favor, não me olhe com essa cara. Eu te imploro. Me dói um bom bocado te ver com chuva nos olhos, garoto. E me retarda um pouco, vês? Me deixa ir o quanto antes... eu preciso terminar de recolher as minhas coisas, mas ver você tão miúdo desse jeito me corta o coração. Você realmente não se lembra de tudo que você me disse ontem? Pois é, eu ponderei e concordei com todas as linhas atropeladas que saíram da tua boca chorosa. Então eu decidi recolher todos os meus pedaços e recomeçar no meu mundinho, na minha zona de conforto. Eu ‘tô levando tudo de mim, que é pra não ter razões pra chorar. Vai passar, talvez. Por favor. Me deixa ir. Deixa eu passar por essa porta. Entendo a tua raiva, por favor. Não pensa que vou por não te amar, mas eu realmente preciso ir. Sair dessa vida de mendigar amores.

Eu também acho que não deveria acabar dessa forma, mas ouvi dizer – não me recordo onde -, que alguns amores são bonitos simplesmente pelo fato de terem que acabar. E sabe? Eu concordo com isso. Ninguém lembraria de Romeu e Julieta se eles tivesse ficado juntos e constituído uma família, Titanic não teria sido um sucesso de bilheteria se o Jack não tivesse morrido também. A despedida sempre é bonita, beibe. E muitas vezes é necessária. Estou levando minhas coisas, para que tu não te apegues a mim. Me deixa ir. Enquanto ainda há um pouco de dignidade nesse relacionamento, enquanto podemos olhar um para o outro e dizer que valeu a pena. Só me deixe ir.



Em parceria com a bonita, Mafê.

3 comentários:

  1. Algumas coisas para permanecerem, precisam ir.

    ;)

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  2. Lindo, além de muito bem escrito. Adorei a parceria - Muito doce vocês juntas!

    Beijos - Sinto falta de vir aqui.

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